Wednesday, July 8, 2009

Midia étnica americana pede: Reforma da Imigração Já!

Mais de 200 periódicos étnicos dos Estados Unidos estão publicando editoriais durante toda esta semana, pedindo urgência para que a Casa Branca e o Congresso trabalhem no pacote de reforma. Muitos outros (sites e periódicos) irão publicar o mesmo editorial durante esta semana e também na próxima.

A campanha foi organizada pela New America Media (NAM), uma organização baseada em San Francisco, California e que representa mais de 2500 periódicos étnicos. Esta é a primeira vez em que toda a mídia étnica da nação colabora num editorial com o mesmo assunto. Negros, Hispanos e Asiáticos e outras etnias se juntaram em prol de só um objetivo.

O diretor executivo da NAM, Sandy Close, comentou que a mídia étnica alcança mais de 60 milhões de adultos nos Estados Unidos, numa forma de atingir as comunidades que estão dando apoio à reforma da imigração, um assunto que interessa a todos.

Jornais, websites, blogs, programas de rádio e outros setores de publicações pedem que “o Congresso se mova decididamente numa reforma imigratória porque há assuntos importantes para o bem da nação, como uma maneira de reparar os erros do debilitado economicamente, deficiente e desumano sistema imigratório”.

O editorial também pede aos leitores para contatarem o Congresso e demandarem urgência aos legisladores para que façam da reforma imigratória uma prioridade.

A resposta de toda a mídia étnica ao editorial mostra como é importante o assunto para todas as comunidades imigrantes. Um jornal português decidiu traduzir o editorial e disponibilizou-o para outros periódicos do mesmo idioma.

Jornais africanos, rádios em espanhol, diários e rádios chineses, semanários indianos, têm se comprometido com os valores intrínsicos do editorial enviado pela NAM, que está sendo publicado em inglês, espanhol, chinês, coreano, vietnamita, árabe, alemão, russo, português, indonesiano e urdu, um idioma quase desconhecido, que é falado no Paquistão e em cinco estados da India.

Ah, e por falar de étnico, os indios nativos americanos também estão participando do projeto, para dar uma força, afinal esta ramificação mais-do-que-americana não necessita de green card. (Brazilian Times)

Wednesday, July 1, 2009

Republicanos priorizam reforma imigratoria

Os sindicatos A.F.L – C.I.O e Change to Win uniram-se para apoiar o plano, mas disseram que se oporiam em dar aos empregadores mais poder em trazer trabalhadores estrangeiros

Na última quinta-feira, 25 de junho, o Presidente Barack Obama disse a um grupo bipartidário de legisladores que o Congresso deveria começar a debater um plano migratório amplo até o final desse ano ou início de 2010. Entretanto, republicanos disseram que somente apoiariam a proposta se ela incluir uma expansão do programa de trabalhadores temporários.

Liderando o pedido estava o Senador John McCain do Arizona, que disse a Obama que ele deveria encarar os obstáculos políticos e defender os sindicatos que se opõem à idéia. O Presidente elogiou McCain por pagar “um significante preço político por fazer a coisa certa”, segundo o The New York Times.

No salão de jantar estadual, Obama encontrou-se com cerca de 30 legisladores durante a primeira discussão substancial sobre imigração desde que ele assumiu o cargo em janeiro de 2009. Ele nomeou um grupo para trabalhar junto ao Congresso que será liderado pela secretária de segurança interna, Janet Napolitano, ex-governadora do Arizona.

“Acho que a população norte-americana está pronta para fazermos isso”, disse Obama. “Mas exigirá algum esforço. Exigirá a vitória da praticidade, senso-comum e uma boa política que supere políticas de curto prazo”.

A última vez que o Congresso considerou uma reforma migratória ampla, em 2007, representantes democratas e alguns republicanos pressionaram para um acordo em três partes que essencialmente concederia o status legal a milhões de trabalhadores que vivem ilegalmente nos EUA, o fortalecimento das leis migratórias e a expansão do programa de trabalhadores temporários.

Em abril, os dois maiores sindicatos da nação, a A.F.L – C.I.O e sua rival, Change to Win, uniram-se para apoiar o plano, mas disseram que se oporiam em dar aos empregadores mais poder em trazer trabalhadores estrangeiros. O acordo levou a grupos empresariais, um ponto de apoio forte dos republicanos, a deixar a coalizão.

McCain disse a repórteres em frente à Casa Branca na última quinta-feira (25), que a reforma migratória ampla possui uma certa urgência em virtude da violência ao longo da fronteira mexicana. Mas ele frisou que um programa de trabalhadores temporários deve fazer parte de qualquer projeto migratório.

“Espero que o presidente dos Estados Unidos utilize sua influência junto aos sindicatos com o objetivo de mudar suas posições”, disse McCain ao sair da Casa Branca. Ele acrescentou que Obama deve demonstrar liderança dizendo, “é por isso que ele foi eleito presidente”.

Obama não fez nenhuma promessa durante o encontro, disseram representantes da administração, mas frisou que todas as opções estão disponíveis, incluindo um programa de trabalhadores temporários. O chefe da Casa Branca, Rahm Emanuel, disse a repórteres na manhã de quinta-feira (25) que não havia apoio suficiente para uma proposta migratória esse ano.

“Caso os votos estivessem lá”, disse Emanuel. “Você não precisaria ter esse tipo de encontro”. (Brazilian Voice)

"Emissão de Work Permits será agilizada", afirma Obama

Na primeira reunião realizada em favor da reforma imigratória o presidente Barack Obama deu a entender que está empenhado em desempenhar um programa de anistia para grande parte dos imigrantes ilegais dos EUA. Curiosamente, um dos participantes mais elogiados por Obama foi o senador republicano John McCain, que tem se mostrado disposto a trabalhar num caminho para legalização dos indocumentados.


“Reconhecemos na reunião que 12 milhões de trabalhadores indocumentados estão aqui, sem pagar impostos da maneira como queríamos. Eles estão vivendo nas sombras, temos que retirá-los dessa condição” afirmou Obama após a reunião. Sobre seu antigo desafeto de campanha presidencial, Mc Cain, ele só tinha elogios. “ Quero sobretudo elogiar John McCain, que está comigo hoje, demonstrando apoio em fazer a coisa certa. Eu estou com ele” disse, Obama, para a surpresa dos presentes.


Para o presidente, outra peça –chave na execução da reforma é a secretária-chefe do U.S Homeland Security, Janet Napolitano. Como governadora do Arizona, Napolitano regulamentou um pacote de leis com sanções a empregadores que contratam indocumentados , além de ter recrutado tropas da Guarda Nacional Americana na proteção da fronteira Arizona-México. Apesar disso, ela é a favor do fornecimento de ‘Driver’s License’ para indocumentados.


O governo federal também está trabalhando para agilizar o fornecimento de work permit para imigrantes que já aplicaram para a licença de trabalho. Segundo Obama, as agências estão trabalhando para reduzir atrasos na emissão de vistos e autorizações de trabalho. "Nos próximos 90 dias, lançaremos um site que irá, pela primeira vez, permitir a obtenção de verificação de atualização de status, em procedimentos via email e mensagem on-line" explicou o presidente. " Estamos caminhando para alavancar uma tecnologia de ponta que reduzirá a burocracia desnecessária, atrasos, e a falta de transparência que causa a tristeza de tantas famílias imigrantes em nosso país” finalizou em declaração na Casa Branca. (Brazilian Times)

Obama discuti reforma imigratoria

O presidente reuniu-se com líderes do Congresso em Washington – DC

Na última quinta-feira, 25 de junho, o Presidente Barack Obama reuniu-se privadamente com líderes do Congresso para discutir a possibilidade do início de uma reforma migratória ampla ainda em 2009, segundo o Immigration Policy Center - IPC, um grupo formado por ativistas e especialistas em imigração sediados em Washington-DC. O Presidente já começou a resolver os principais problemas enfrentados pela nação e tem prometido atualizar o sistema migratório atual ainda durante o seu primeiro ano no cargo. Líderes no Congresso também estão comprometidos em aprovar uma reforma migratória em 2009 e seus esforços têm recebido o apoio da maioria dos norte-americanos que apóia uma reforma migratória.

“Agora, mais que nunca o Congresso deve dar os passos necessários para unificar as famílias, prover canais legais para os trabalhadores imigrantes e criar a possibilidade de adquirir a cidadania para aqueles em nosso país dispostos a pagar impostos, aprender o idioma inglês e seguir nossas leis”, disse Mary Giovagnoli, diretora do Immigration Policy Center.

“Um sistema migratório que promova os valores americanos, encoraje o trabalho árduo e permita a prosperidade econômica é o que a América necessita urgentemente”, acrescentou ela.

Ativistas desejam que o Congresso desenvolva o pacote amplo de uma reforma migratória que inclua as necessidades inerentes a um sistema migratório do século 21. Isso inclui “tirar as pessoas das sombras”, aumento da segurança nas fronteiras, canais legais para trabalhadores imigrantes e um programa robusto de naturalização e integração.

As leis de imigração norte-americanas estão entre os sistemas mais arcaicos e complexos que podem ser encontrados nos estatutos dos EUA. O Immigration and Nationality Act of 1952 (INA) compete com as leis fiscais no que diz respeito a detalhes, confusão e conseqüências absurdas resultantes de anos de aprovação de emendas que não tiveram seus resultados sistematicamente apurados. Desde 1960, o Congresso tem periodicamente atualizado o INA, mas tende a focalizar-se somente em um assunto de cada vez, resultando em uma “colcha de retalhos” composta de leis ultrapassadas que não refletem a realidade dos Estados Unidos no século 21, segundo o IPC.

A necessidade de uma reforma migratória ampla, depois de anos de negligência, inabilidade em resolver interações incompatíveis entre diferentes partes do sistema, resultando em crises que comprometem a habilidade de administrar adequadamente o processo migratório, proteger as fronteiras, reunir famílias e incentivar a economia.

A vasta maioria do povo norte-americano reconhece que a deportação em massa de pessoas que se encontram ilegalmente no país é praticamente impossível. Essa realidade é compatível com a opinião de especialistas e analistas que trabalham com a política migratória. Embora tenha havido várias propostas ao longo dos anos, o projeto que recebeu mais apoio entre analistas e a população norte-americana envolve vários componentes, entre eles, a aprendizagem do idioma inglês, o pagamento de impostos, não ter antecedentes criminais e pagar multas que serão determinadas pelo Congresso.

Durante o encontro, Obama disse que “o que me encoraja, depois de toda essa retórica inflamada e demagogia ocasional vinda de todos os lados sobre o tema, é que temos um grupo de líderes responsáveis sentados à mesa que querem realmente fazer algo e não adiar em um ano, dois anos, três anos, quatro anos a partir de agora, mas começar a trabalhar nisso imediatamente”.

“Já foi reconhecido que os 12 milhões de trabalhadores sem documentos que estão aqui, que não pagam impostos da forma correta, que vivem nas sombras, formam um grupo que temos que lidar de uma forma prática e justa. Acho que o povo norte-americano está pronto para que possamos fazer isso, entretanto, exigirá algum esforço. Exigirá a vitória da praticidade e senso-comum e uma boa política em curto prazo. É isso que estou comprometido a fazer como presidente”, acrescentou.

A maioria dos especialistas e analistas, incluindo departamentos de segurança pública, acredita que a legalização é um dos elementos básicos na garantia da segurança do país, pois permite ao Governo Federal focalizar em ameaças genuínas representadas por aqueles dedicados ao terrorismo ao invés de indivíduos que estão em situação migratória irregular, mas que não cometeram nenhum outro tipo de delito, conforme o IPC.

Nos últimos anos, os problemas gerados pelo sistema de cumprimento das leis voltado basicamente à deportações têm sido evidentes. Deportações em massa em locais como a fábrica de processamento de carnes em Postville, Iwoa, realçou situações ambíguas no sistema migratório. As várias mortes de imigrantes ocorridas nos centros de detenção também provocaram ultraje público. Já existem inúmeras propostas legislativas que visam resolver alguns desses problemas e tendem a ser incluídas em numa reforma migratória ampla.

Uma das maiores críticas ao Immigration and Control Act (IRCA), que legalizou aproximadamente 4 milhões de imigrantes ilegais em meados da década de 80, é relativa à falha em incluir leis que lidassem com as necessidades trabalhistas futuras. (Brazilian Voice)

Thursday, June 25, 2009

Reforma da inicio

WASHINGTON - O presidente Barack Obama irá reunir quinta com líderes do Congresso para estimular o debate sobre a reforma de imigração, embora haja grande receio de que não há votos suficientes, há um clima político que favorece a aprovação deste ano. Após dois adiamentos, nesta quinta-feira obtera Obama na Casa Branca os legisladores para falar sobre a feforma imigratoria.

Univision

Obama realiza reunião sobre reforma imigratória na quinta – feira, dia 25

O presidente Barack Obama disse na sexta – feira que ele está comprometido com uma compreensiva reforma imigratória que inclui um caminho para que muitos imigrantes ilegais se tornem cidadãos americanos.

Obama vai receber um pequeno grupo de senadores e membros do governo na próxima quinta – feira , para início da discussão sobre a reforma imigratória, segundo afirmou o assessor de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs. Pessoas que discordam das posições do presidente com relação à prioridades da reforma também serão convidadas, segundo o assessor.

Segundo Gibbs, uma maneira de tentar mudar a estagnação em tratar do assunto é conversar sobre apoios políticos diferentemente do que foi feito inicialmente.

Entre as prioridades da reforma está dar a oportunidade de milhões de pessoas que atualmente vivem ilegalmente no país , de serem cidadãs dos EUA. Em contra-partida, ele quer mais reforço nas fronteiras, dificultando ainda mais o acesso ilegal ao país. Para isso, segundo Obama, os legalizados devem pagar multas e tributos e se esforçar em aprender o inglês. Ele reforçou as idéias no último Esperanza National Hispanic Prayer Breakfast and Conference, importante evento imigrante-hispano.

“ Esse é o mais justo, prático e promissory caminho para seguir em frente. E isso é o que eu estou comprometido a fazer como presidente dessa nação” disse Obama no evento. Ele foi adiante. “ O povo americano acredita na imigração, mas acima de tudo ele acreditam que não podemos tolerar uma situação em que pessoas adentram o país em violação à lei e empregadores que dão empregos a indocumentados para fugir de taxas e se beneficiar com baixos salários” terminou Obama. (Brazilian Times)

Thursday, June 18, 2009

Brazilian Voice

A reforma migratória é um desejo e uma luta para inúmeras pessoas e organizações em New Jersey e vários outros locais dos Estados Unidos. Porém, como todos os sonhos e objetivos, é preciso um comportamento ativo por parte das pessoas interessadas. Segundo a professora e ativista comunitária Ana Oliveira, “não basta ficar passivo e aguardar para saber o que os “políticos” irão fazer, pois eles fazem o que o povo ou os representantes do povo que os elegeram desejam!! Eles fazem o que o eleitor deseja!! Portanto, é hora para tomar uma posição! Uma postura contra ou a favor de uma reforma migratória ampla e justa!! Pois, não fazer nada já é uma posição! É uma posição de comodismo! O conformismo nunca levou ou levará ninguém a lugar algum!”

“Seria maravilhoso se muitos dos que estão lendo este artigo decidissem por colaborar com esta luta! Colaborar com esta guerra onde não haverá mortos e sim pessoas e famílias beneficiadas pela maravilha de possuir um Green Card (Residência permanente). Beneficiados pelo privilégio de poder entrar e sair do país onde vivem, trabalham e ajudam a prosperar!” Acrescentou.

No último domingo, 14 de junho, foi realizada em Edison, New Jersey, uma reunião promovida pela New Jersey Immigration Policy Network - NJIPN.

“O encontro foi realizado com o intuito específico de reunir pessoas e organizações em prol de um planejamento estratégico nas abordagens a serem tomadas no Estado Jardim e na ação direta aos membros do Congresso que representam o nosso estado no Senado e na Casa dos Representantes”, disse Ana, que também é membro da NJIPN.

Na reunião, estiveram presentes várias organizações (NCLR, igrejas e grupos comunitários) e entusiastas (70% norte-americanos natos) que desejam uma reforma migratória ampla e justa.

“Pessoas que deixaram suas famílias, amigos e outros compromissos (desfile com o Projeto Mantena e Grupo ProVerbo na parada de Portugal 2009) para discutir e aprender mais estratégias para que desta vez, com muita luta e organização, conseguir esta tão merecida e necessária Reforma Imigratória”, disse Oliveira.

“Nos próximos dias, semanas e meses estarei escrevendo e pedindo participação e organização de vocês, meus queridos leitores, por favor, não deixem de participar!! Lembrem-se do tempo em que você também não tinha seus “papéis”, por isso, seja generoso e humano. Não deixe que a arrogância tome conta de você! Participe! Ajude!” Pediu ela.

Ana também estará discutindo o assunto e aceitando sugestões em seu programa de rádio que vai ao ar as quartas-feiras na Rádio América, às 4 horas da tarde, na estação 1700 AM. Este programa também pode ser ouvido online: www.radioamerica1700.com e os ouvintes também poderão dar sugestões e fazer perguntas!

“Todos nós, eu, você, seu melhor amigo, sua mãe, sua esposa seu filhos, conhecemos pelo menos UMA PESSOA que gostaríamos de ver legalizada. Portanto, não fique no escuro, não se aliene e também... não assista de camarim! Você precisa e deve participar!! Você, eu, todos nós juntos poderemos fazer a diferença!” disse ela.

Ana pode ser contatada através do e-mail: ana103060@hotmail.com, tel.: (973) 274–1929 ou na sede do Mantena Global Care, localizado na 109 Monroe St., as quartas-feiras, através do telefone (973) 344–1644. (Brazilian Voice)